quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Alimentos essenciais para o cérebro





Para manter seu cérebro turbinado, você precisa ingerir certos alimentos que são essenciais para o bom funcionamento do mesmo, além de ativar sua memória e inteligência.
As frutas encontram-se em destaque para esse bom funcionamento, pois nelas contém uma substância chamada fisetina, onde sua principal função é estimular a formação de novas conexões entre os neurônios (ramificações) e fortalecê-las.
As principais fontes dessa substância podemos encontrar no morango, pêssego, uva, kiwi, tomate, maçã, além da cebola e do tomate.

O fenômeno pode ser explicado pelo fato desses vegetais, quando integrais, frescos e crus, estão concentrados de compostos antioxidantes, que neutralizam os danos dos radicais livres no cérebro, melhorando a juventude e sanidade das suas células. A capacidade delas se comunicarem com todas as partes do organismo e de armazenarem informações.

Além desses alimentos, encontramos várias substâncias em outros alimentos, principalmente na fração oleosa das sementes, grãos integrais e na gema do ovo.
 
Zinco, Selênio, Ferro e Fósforo - sais minerais que participam de inúmeras trocas elétricas e mantém o cérebro acordado e ativo. Presente em todas as sementes e grãos, em raízes e as folhas verde escuro.

Vitamina E - poderosa ação antioxidante. Presente em todas as sementes e grãos, como também em óleos vegetais prensados a frio.

Vitamina C - ação antioxidante. Presente nas sementes frescas e cruas que foram pré-germinadas, assim como na maioria das frutas.

Vitaminas do complexo B - regulam a transmissão de informações (as sinapses) entre os neurônios, presente nas sementes e nas fibras dos alimentos integrais.
  




Procure fugir de alimentos que causam picos glicêmicos - eles estouram a taxa de glicose no sangue e no cérebro - como o açúcar (principalmente o refinado), massas e cereais refinados, batata inglesa e doces em geral. Eles elevam a produção de insulina e de ácido aracdônico, fortes responsáveis pelos processos inflamatórios, que aceleram o envelhecimento e morte das células cerebrais.
Metabolicamente, sabe-se que logo após os picos glicêmicos gerados pelo consumo excessivo de açúcar e amidos, é inevitável quadros de hipoglicêmia, que é a queda vertiginosa do teor de glicose no sangue. Tal situação desarticula todas as funções sensoriais do cérebro, assim como a sua produtividade, poder de comunicação interna e armazenagem de dados. Tanto que a reação natural de um cérebro em estado de hipoglicemia é o sono, ou seja, pára tudo.
Evite também as drogas que geram produção massiva de radicais livres como é o caso do cigarro, das frituras, do álcool, do café, dos alimentos muito processados e aditivados. Os radicais livres AMAM destruir neurônios e demais células do organismo.
Por último, evite as frituras e as gorduras de origem animal, que tornam as membranas celulares rígidas e pouco porosas, inviabilizando a fluidez e a qualidade das trocas químicas, tanto de nutrição, como de limpeza orgânica.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Áreas de Atuação


O mercado de atuação do nutricionista vem crescendo a cada ano e este profissional ganha cada vez mais importância na promoção do bem-estar e da saúde da população.


A designação e o exercício da profissão de Nutricionista, profissional de saúde, em qualquer de suas áreas, são privativos dos portadores de diploma expedido por escolas de graduação em nutrição, oficiais ou reconhecidas, devidamente registrado no órgão competente do Ministério da Educação e regularmente inscrito no Conselho Regional de Nutricionistas da respectiva área de atuação profissional (Lei nº 8.234/91 (DOU, 18/09/1991 - Art. 1º) 



Alimentação Coletiva


1) Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) - Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições em Unidades de Alimentação e Nutrição, planejar, organizar, dirigir, supervisionar e avaliar os serviços de alimentação e nutrição. Realizar assistência e educação nutricional a coletividade ou indivíduos sadios ou enfermos em instituições públicas e privadas.

Uma Unidade de Alimentação e Nutrição é uma unidade de trabalho que desempenha atividades relacionadas à alimentação e nutrição, como o fornecimento de refeições. O objetivo de uma Unidade de Alimentação e Nutrição, ou simplesmente Unidade de alimentação  é fornecer refeições equilibradas nutricionalmente, com bom nível de sanidade, adequadas ao comensal (consumidor em alimentação coletiva). Esta adequação deve procurar manter a saúde dos clientes, além de buscar desenvolver hábitos alimentares saudáveis.


2) Alimentação Escolar - Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições na Alimentação Escolar, planejar, organizar, dirigir, supervisionar e avaliar os serviços de alimentação e nutrição. Realizar assistência e educação nutricional a coletividade ou indivíduos sadios ou enfermos em instituições públicas e privadas.


O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), implantado em 1955, contribui para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem, o rendimento escolar dos estudantes e a formação de hábitos alimentares saudáveis, por meio da oferta da alimentação escolar e de ações de educação alimentar e nutricional.

São atendidos pelo Programa os alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas com o poder público),  por meio da transferência de recursos financeiros.




3) Alimentação do Trabalhador - Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições na Alimentação do Trabalhador, planejar, organizar, dirigir, supervisionar, avaliar os serviços de alimentação e nutrição do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Realizar e promover a educação nutricional e alimentar ao trabalhador em instituições públicas e privadas, por meio de ações, programas e eventos, visando à prevenção de doenças e promoção e manutenção de saúde.



Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT foi instituído pela Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976 e regulamentado pelo Decreto nº 5, de 14 de janeiro de 1991, que priorizam o atendimento aos trabalhadores de baixa renda, isto é, aqueles que ganham até cinco salários mínimos mensais. Este Programa, estruturado na parceria entre Governo, empresa e trabalhador, tem como unidade gestora a Secretaria de Inspeção do Trabalho / Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho.




Nutrição Clínica



Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições em Nutrição Clínica, prestar assistência dietética e promover educação nutricional a indivíduos, sadios ou enfermos, em nível hospitalar, ambulatorial, domiciliar e em consultórios de nutrição e dietética, visando à promoção, manutenção e recuperação da saúde.



1) Hospitais, clínicas em geral, clínicas em hemodiálises, instituições de longa permanência para idosos e SPA;
2) Ambulatórios/consultórios;
3) Banco de leite humando (BLH);
4) Lactários/centrais de terapia nutricional;
5) Atendimento domiciliar.


Saúde Coletiva


Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições na área de Saúde Coletiva, prestar assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos sadios, ou enfermos, em instituições públicas ou privadas e em consultório de nutrição e dietética, através de ações, programas, pesquisas e eventos, direta ou indiretamente relacionados à alimentação e nutrição, visando à prevenção de doenças, promoção, manutenção e recuperação da saúde.

São atividades de alimentação e nutrição realizadas em políticas e programas institucionais, de atenção básica e de vigilância sanitária.

1) Políticas e programas institucionais;
2) Atenção básica em saúde;
3) Vigilância em saúde


Docência


Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições na área da Docência dirigir, coordenar e supervisionar cursos de graduação em nutrição; ensinar matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição e das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e outras afins.

1) Ensino, Pesquisa e Extensão (Graduação e Pós-graduação); e coordenação de cursos.




Indústria de Alimentos

Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições na área de indústria de alimentos, elaborar informes técnico-científicos, gerenciar projetos de desenvolvimento de produtos alimentícios, prestar assistência e treinamento especializado em alimentação e nutrição, controlar a qualidade de gêneros e produtos alimentícios, atuar em marketing e desenvolver estudos e trabalhos experimentais em alimentação e nutrição, proceder analises relativas ao processamento de produtos alimentícios industrializados.

1) Desenvolvimento de produtos.


Nutrição em Esporte

Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições na área de nutrição em esportes, prestar assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições publicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética, prestar assistência e treinamento especializado em alimentação e nutrição, prescrever suplementos nutricionais necessários a complementação da dieta, solicitar exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietético.

1) Clubes esportivos, academias e similares.




Marketing na Área de Alimentação e Nutrição



Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições em Marketing na Área de Alimentação e Nutrição, a educação nutricional de coletividades, sadias ou enfermas, em instituições públicas ou privadas e em consultórios de nutrição e dietética, divulgando informações e materiais técnico-científicos acerca de produtos ou técnicas reconhecidas.



Fonte: http://www.crn2.org.br/index.php?pagina=area-atuacao

segunda-feira, 3 de agosto de 2015




O que é a nutrição?

A nutrição é o estudo dos alimentos e dos mecanismos pelos quais o organismo ingere, absorve e utiliza os nutrientes que fornecem a energia necessária para o seu funcionamento. Ciência que estuda as relações entre saúde (bem-estar), a alimentação (dieta) e o pleno desenvolvimento físico, mental e emocional. As pesquisas sobre estas relações vem sendo desenvolvidas pela humanidade há muito tempo, visto que, sem a alimentação, os seres humanos já teriam desaparecido da Terra.




Hipócrates

Hipócrates
Estudioso grego, considerado “Pai da Medicina”, Hipócrates acreditava que as doenças estavam relacionadas a fatores climáticos, raciais, dietéticos e do ambiente onde as pessoas vivem. Muitas das suas teorias são válidas até os dias de hoje. A sua frase “Deixe a comida ser o remédio e o remédio ser a comida” pode ser considerada como o lema da nutracêutica.

Lavoisier

Lavoisier
Em 1770, Lavoisier - considerado o "Pai da Nutrição" - estudando os processos de combustão dos alimentos e a respiração celular, acaba por criar sofistificados equipamentos, capazes de medir o calor liberado durante a reação entre substâncias combustíveis e o oxigênio : os calorímetros. A partir do seu trabalho, o mundo científico descobriu que a fonte de energia do nosso organismo era a combustão controlada dos alimentos (especialmente a dos carboidratos), com liberação de CO2, H2O e cerca de 2.000 calorias/dia.


Pasteur

Pasteur
Louis Pasteur foi um cientista francês, que se dedicou especialmente ao estudo da Microbiologia e desenvolveu a atual técnica da Pasteurização dos alimentos. Ele descobriu que aquecer certos alimentos e bebidas, acima dos 60ºC, reduz sensivelmente o número de microorganismos presentes, evitando sua deterioração. Este avanço científico melhorou a qualidade de vida do ser humano ao permitir que alimentos como o leite sejam transportados e estocados. 


Realidade Brasileira
No Brasil, a profissão regulamentada de nutricionista surgiu há pouco mais de 20 anos. Na década de 1980, a principal preocupação dos profissionais de saúde pública era a desnutrição. Com as mudanças no estilo de vida e no padrão alimentar da população, o foco dos estudos passou a ser a relação entre o excesso de peso e as doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes, principais agravos à saúde dos brasileiros nos dias de hoje.









História da Nutrição no Brasil



















Em 24 de outubro de 1939, foi criado o primeiro curso de Nutrição do Brasil, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, com duração de um ano, ministrado em tempo integral, dividido em quatro períodos. Em 1966, o período para a conclusão passou para três anos. Em 1972, o Ministério da Educação estabeleceu que tais cursos teriam a duração de quatro anos, divididos em oito semestres. A Lei nº 5.276, de 24 de abril de 1967, regulamentou a profissão do nutricionista. Em 20 de outubro de 1978, foi sancionada a Lei nº 6.583, que criou os Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas com a finalidade de orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício profissional. A instalação dos Regionais foi feita a partir de 1980. A criação do primeiro Programa Nacional de Alimentação e Nutrição, em 1972, impulsionou a criação dos cursos de Nutrição e o mercado de trabalho para os nutricionistas. Conseqüentemente, a profissão se expandiu dos hospitais e Serviços de Alimentação da Previdência Social (SAPS) para efetivamente assumir as escolas, os restaurantes de trabalhadores, docência, indústria, marketing, nutrição em esportes, saúde suplementar, núcleos de assistência à saúde da família. Esta ampliação de áreas se mantém até hoje.

A média de inscrições de nutricionistas no Sistema CFN/CRN, no período de 1996 a 2000, foi de 1.740 nutricionistas/ano. De 2000 a 2007, houve um incremento superior a 400%. Atualmente, as taxas médias de inscrições estão em uma curva exponencial de 11,7% ao ano ( 2000 a 2007). No período de 1985 a 1996, a média das inscrições dos Técnicos em Nutrição e Dietética (TND) permaneceu estável. No entanto, após a edição da resolução CFN nº 227, de 1999, que regulamentou as inscrições do TND no Sistema CFN/CRN, foi identificado um aumento de 160%. 

Antes de 1996, ano em que foi criada a Lei de Diretrizes e Bases, o número de Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil era de 44 escolas. De 1996 a 2007, essa quantidade passou para 267, expressando um aumento de 507%. Em abril de 2008, esse número era de 311 IES no Brasil. As vagas nos cursos de Nutrição, que antes de 1996 eram 3.856, hoje são 34.715 vagas, indicando um aumento da ordem de 800%.