segunda-feira, 19 de outubro de 2015

VITAMINA D



"Você sabia que a vitamina D é um dos nutrientes mais importantes para nosso organismo?
Apesar do fácil acesso aos alimentos e ao sol, há muita deficiência dessa vitamina em grande parte da população acarretando muitos problemas à saúde.
Abaixo uma explicação mais completa desse nutriente importantíssimo para nós."

A vitamina D (calciferol) é um micronutriente essencial para o funcionamento saudável do organismo. Existem dois tipos de vitaminas D: D3 (colecalciferol) e D2 (ergocalciferol). Ambos os tipos funcionam como vitaminas e ajudam a prevenir os sintomas da deficiência de vitamina D. Desde que sejam expostos à iluminação ultravioleta, os seres humanos são capazes de produzir a vitamina D3, que também pode ser encontrada naturalmente no leite, ovos e peixes gordurosos, como o arenque e a cavala. Já a vitamina D2 é de origem vegetal, encontrada nos cogumelos selvagens, por exemplo. A entrada da vitamina D pela dieta é limitada a um pequeno grupo de alimentos naturais que contém esta vitamina.

Hoje em dia, muitas pessoas no mundo inteiro não estão consumindo vitamina D o suficiente para que consigam obter os benefícios para sua saúde. Um dos motivos é a pouco exposição ao sol, pois é através dele que a vitamina "fixa-se" ao nosso organismo.
Quando a produção de vitamina D na pele é insuficiente às únicas fontes de vitamina D são uma dieta equilibrada ou pelo uso de suplementos. 

A quantidade de vitamina D3 produzida pela pele após a exposição solar depende de fatores ambientais e individuais. Como recomendação geral devem ser praticadas atividades ao ar livre com a exposição dos braços e do rosto. A síntese adequada da vitamina D3 ocorre por meio de UVB que não são suficientes para ocasionar queimaduras de pele. Porém, Holick et. al., constatou que tomar sol usando protetor solar fator 8 bloqueia a síntese da vitamina D3 em > 95%.

A quantidade de luz ultravioleta que atinge a pele depende da latitude, estação do ano, horário do dia, bem como das condições meteorológicas (nebulosidade), quantidade de polui- ção e reflexo da superfície (neve). As melhores condições para a síntese da vitamina D3 são a baixa latitude, ao meio dia, durante o verão, céu claro, ar puro e alta reflexão (neve). 

FATORES PESSOAIS 

O tipo de pele da pessoa é um fator determinante para a eficácia na produção da vitamina D3. A pele escura é mais pigmentada, assim mais radiação ultravioleta é absorvida pela melanina, reduzindo-se a produção de vitamina D3. Populações de pele escura originalmente vivem perto do equador, onde há muita radiação ultravioleta e as pequenas partes desta radiação não absorvida entram na pele e são consideradas suficientes para produzir a vitamina D3 para a saúde. Todavia, pessoas com a pele clara originalmente vivem em locais de latitudes elevadas, onde a radiação ultravioleta ambiente é baixa, e a palidez maximiza a captura de radiação para a produção de vitamina D3 (o risco de danos ultravioleta é considerado muito baixo em latitudes elevadas, mesmo para pessoas de pele clara).

SAÚDE ÓSSEA

Hormônios de vitamina D agem em ossos, intestinos e rins para produzir o cálcio, resultando em um elevado nível de cálcio no sangue. Assim a absorção intestinal do cálcio é aumentada, promovendo a mineralização dos ossos (caso haja uma quantidade suficiente de cálcio, obtido pela alimentação, disponível). Além disso, os hormônios da vitamina D estimulam diretamente a mineralização dos ossos. Uma quantidade adequada de vitamina D é requerida para formar ossos saudáveis em crianças e para manter a saúde óssea dos adultos. Baixos níveis de calcidiol no sangue e baixos níveis de cálcio levam a um aumento de troca de ossos e a mobilização de cálcio dos ossos, causando osteoporose e conseqüentemente fraturas. A densidade mineral óssea aumenta quando os ní- veis de hormônio da paratireóide são baixos, numa extensão dependendo de polimorfismos genéticos do receptor de vitamina D. 

SAÚDE CARDIOVASCULAR

A vitamina D interfere na saúde cardiovascular. Altos níveis do hormônio da paratireóide, devido à baixa ingestão de vitamina D, aumentam o risco de doença e mortalidade cardiovascular, especialmente por pressão alta e doença coronariana. Além disso, os níveis de vitamina D são inversamente relacionados aos níveis de glicose no sangue e resistência à insulina. Níveis insuficientes de vitamina D no sangue são, portanto, associados a um maior risco de diabetes tipo II. A suplementação com vitamina D3 ajuda a diminuir o nível do hormônio da paratireóide no sangue e pode, assim, ajudar a diminuir o risco de doenças cardiovasculares e diabetes.



O hormônio da vitamina D atua na maioria dos tecidos corporais e tipos de células. Através do receptor de vitamina D, o calcitriol age localmente nas células, regulando o crescimento celular e estimulando a diferenciação celular.
Isso ajuda a prevenir o câncer. Pessoas com um nível adequado de vitamina D têm um risco menor de desenvolver o câncer, incluindo o câncer de cólon, bexiga, próstata e mama. O hormônio da vitamina D também atua sobre as células do sistema imunológico, estimulando a produção de macrófagos e aumentando a sua atividade na luta contra infecções. A vitamina D também inibe respostas auto-imunes no organismo, diminuindo assim o risco de artrite reumatóide, doença intestinal inflamatória crônica e esclerose múltipla.


INGESTÃO RECOMENDADA 

A recomendação atual para a ingestão diária de vitamina D é de 200 IU ou 5μg (adultos). 
A média de ingestão diária de vitamina D deve ser de pelo menos 12,5μg ou 500 UI para pessoas de pele clara, quando um adicional de vitamina D é fornecido pela pele (por exemplo, durante o verão).
Recomendações para ingestão média de vitamina D devem aumentar para pelo menos 50μg por dia para os idosos, pessoas com pouca exposição ao sol ou de pele escura. De acordo com uma recente avaliação de risco realizado pelo Conselho norte-americano para a Nutrição Responsável (CRN), o nível de ingestão máximo (UL) poderia ser aumentado de 2.000 UI ou 50μg por dia (adultos) até 10.000 UI ou 250μg por dia. 

O que causa deficiência? Síndrome do intestino curto, doenças hepatobiliares e pancreáticas, uso de anticonvulsivantes. 

Fontes Alimentares Fígado, gordura do leite, gema do ovo, salmão, sardinha, atum, óleo de peixe, alimentos fortificados. A forma colecalciferol pode ser sintetizada na epiderme. 

Manifestações de excesso ou carência Deficiência: raquitismo em crianças, osteomalácia em adultos, desenvolvimento da osteoporose, fraqueza muscular, hiperparatireoidismo. 
Toxicidade: excessiva calcificação óssea, e calcificação de tecidos moles, cefaléia e náusea, constipação, poliúria.



Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado http://www.portaleducacao.com.br/nutricao/artigos/17304/vitamina-d#ixzz3p1I9P0WY